sexta-feira, 25 de junho de 2010


Hoje descobri um novo poeta. Foi como encontrar uma macieira cheinha de maças e saboreá-las com muita vontade. Seu nome é PAULO LEMINSKI . Trago aqui  umas poesias para postar o gosto suave da maçã.

[É tudo o que sinto] (Paulo Leminski)



Inverno
É tudo o que sinto
Viver
É sucinto

Sem Budismo (Paulo Leminski)







Poema que é bom


acaba zero a zero.


Acaba com.


Não como eu quero.


Começa sem.


Com, digamos, certo verso,


veneno de letra,


bolero. Ou menos.


Tira daqui, bota dali,


um lugar, não caminho.


Prossegue de si.


Seguro morreu de velho,


e sozinho.


[do livro Distraídos Venceremos]


[coração PRA CIMA] (Paulo Leminski)



coração


PRA CIMA


escrito embaixo


FRÁGIL
 
 
[tudo que eu diga seja poesia] (Paulo Leminski)



moinho de versos


movido a vento


em noites de boemia


vai vir o dia


quando tudo que eu diga


seja poesia

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